Tecnologia 5G: A Revolução que as Empresas Esperavam


Sucessora do 4G vai impulsionar a Internet das Coisas e permitir a conexão de carros, casas e equipamentos industriais. Para especialistas, Brasil deve preparar ambiente para a chegada da tecnologia. "O desafio é o Brasil participar ativamente das discussões e envolver centros de pesquisa e empresas", diz o diretor da Sepin.

A quinta geração das telecomunicações móveis, o 5G, vai trazer uma revolução na forma de conexão à internet e nos modelos de negócios. Essa é a avaliação de representantes de operadoras e fabricantes que participaram de debate nesta sexta-feira (23) no ICT Week, em Brasília (DF). A tecnologia promete impulsionar a Internet das Coisas, plataforma que permite aplicações para conectar eletrodomésticos, casas, carros e equipamentos industriais, por exemplo.

Testes indicam que o 5G é capaz de suportar a conexão de vários dispositivos ao mesmo tempo, além de apresentar baixíssimo tempo de resposta e economia no gasto de energia, o que aumenta o tempo de vida das baterias. Tudo isso em velocidade bem superior ao atual 4G. Hoje, a padronização da tecnologia depende de discussões nos fóruns internacionais.

"A expectativa é que a parte tecnológica do 5G seja definida em 2018. Depois disso, tem uma série de validações. Algumas empresas querem usar a tecnologia antes, fazer testes-piloto. (azmaniac) O desafio é o Brasil participar ativamente das discussões internacionais e envolver nossos centros de pesquisa e empresas", afirma o diretor da Secretaria de Políticas de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, José Gontijo.

Para o vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Fundação CPqD, Alberto Paradisi, o Brasil deve aproveitar esse tempo para discutir o ambiente para implantação dessa tecnologia. "É um ciclo de renovação que leva tempo, há aspectos tributários, regulatórios e de legislação. A gente sempre imagina que uma tecnologia chega ao fim para a entrada de outra, mas na verdade, ela vai crescendo aos poucos", aponta.

Além da definição tecnológica, é preciso padronizar a faixa de frequência que o 5G vai ocupar. A discussão é feita na União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão que congrega 192 países. O gerente de Espectro, Órbita e Radiodifusão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Agostinho Linhares, explica que o Brasil defende o uso das faixas que não interfiram nos serviços já existentes. "As especificações técnicas na UIT devem ser feitas até o ano de 2020. As faixas que vão ser identificadas para uso serão aquelas em que a convivência com os serviços existentes é possível", diz.

ICT Week
Mais de 600 pessoas acompanharam os quatro dias do ICT Week. O evento, feito em parceria com a União Europeia, abrigou debates sobre segurança cibernética, Internet das Coisas (IoT), serviços Over the Top (OTTs) e tecnologia 5G. Gontijo faz um balanço positivo da iniciativa. "Tivemos discussões muito profundas e eficientes que vão subsidiar a execução de políticas públicas não só aqui no Brasil, mas também na União Europeia", ressalta.




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