AT&T DIRECTV Vai Ter Que Vender a SKY




Caso seja consolidada a fusão entre Time Warner e AT&T, a operadora de serviços de telecomunicações americana provavelmente terá que vender a controlada Sky Brasil. A Lei nº 12.485/2011 estabelece que empresas que oferecem acesso a serviços de televisão paga no país não podem deter participação superior a 50% em companhias que produzem conteúdo.

A Time Warner, por meio da Turner Brasil, oferece conteúdo no país há mais de 20 anos. São páginas na internet e canais para televisão por assinatura como HBO, TNT, CNN, além de programação infantil e de esporte. A legislação brasileira também estabelece que operadoras de telecomunicações não podem ter participação acima de 30%, no capital social e votante, em empresas de radiofusão.

Cabe à agência reguladora brasileira se posicionar e certamente haverá um prazo para a AT&T definir o futuro na empresa de TV por satélite brasileira. Mas a americana avaliava novos investimentos no Brasil já que, segundo analistas, a tendência é que a operação isolada de serviços de acesso à TV paga não dê retorno adequado no médio prazo.

Independentemente do futuro da Sky, a união AT&T-Time Warner, em negócio avaliado em U$ 85,4 bilhões, anunciada no sábado, esbarra na esperança da tele americana entrar no mercado brasileiro. O próprio presidente da Direct TV Latin America, Jeffrey McElfresh, não descartou, em setembro, os planos de ampliar os investimentos no Brasil.

Ele admitiu a possibilidade de complementar a operação da Sky com serviços de banda larga e telefonia fixa. O executivo não disse, mas havia a expectativa da AT&T tornar-se candidata, por exemplo, à Oi saneada, ou até comprar a TIM Brasil, já que uma operação voltada para telefonia celular também é avaliada como negócio pouco sustentável a longo prazo.

Existem candidatos para a Sky. A Telefônica, dona da marca Vivo, foi uma das empresas que acompanharam bem de perto o processo de venda da Sky para a AT&T. Recentemente não descartou investir de forma mais consistente em serviços de TV paga.

A estratégia da Telefônica prevê ganhar musculatura para enfrentar a queda da rentabilidade do modelo tradicional de teles - baseado em serviços de voz e dados - e fortalecer a companhia diversificando a oferta. As novas formas de comunicação, como os aplicativos de mensagem e as redes sociais, reduzem de forma acentuada a demanda por voz.

Durante evento do setor na semana passada, o presidente da Telefônica, Amos Genish, disse que é "difícil acreditar que em cinco anos as operadoras conseguirão cobrar pelo uso de voz." Ele defendeu a publicidade digital como um novo filão a ser explorado pelas teles. Disse que cerca de 45% das receitas ainda são baseadas em voz, mas "as empresas que não estão preocupadas em modernizar seu negócio terão dificuldades de alcançar um futuro sustentável".

O consultor Eduardo Tude, da Teleco, lembra que AT&T, Verizon e Vodafone "já viram que não podem ficar só na conectividade". Ele lembra que a também americana Verizon lançou serviços de streaming (transmissão de imagem) baseado em propaganda. Em junho, comprou os ativos de internet do Yahoo (por US$ 4,83 bilhões). A europeia Vodafone, além de ter comprado a AOL, que atua em internet e produz conteúdo, está partindo para a "internet das coisas", conectando itens usados no dia a dia à rede mundial de computadores.


Segundo o site americano de investimentos Trefis, a projeção é que a receita do Google salte de US$ 74,8 bilhões em 2015, para US$ 128,7 bilhões em 2020. Até lá, a AT&T continuará maior que a empresa de internet, mas com crescimento bem menos vultoso, passando de US$ 163,4 bilhões ano passado para US$ 182,2 bilhões em 2016. O mesmo acontece com a Verizon. Sairá de uma receita de US$ 129,4 bilhões em 2015 para US$ 140,9 bilhões em 2020.



FAÇA PARTE DO NOSSO GRUPO NO 
FACEBOOK! 




Nenhum comentário

Direitos reservados ao AZ Maniac. Tecnologia do Blogger.