BRASIL ENTRA NO MERCADO DE LANÇAMENTO DE SATÉLITES



Agência Espacial Brasileira (AEB) vai financiar a produção de motores que serão usados no Veículo Lançador de Microssatélites. Para o presidente em exercício da AEB, Carlos Gurgel, o contrato é fundamental para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. "Além dos motores, o país possui o Centro de Alcântara, que permite lançar satélites em qualquer inclinação. Com essa combinação, podemos entrar no mercado promissor de lançamento de satélites de pequeno porte", destacou.

O Brasil encerra o ano com um importante marco na história do setor aeroespacial. No dia 22/12/2016, foi assinado o contrato de produção de oito motores que serão utilizados nos veículos VS-50 e no Veículo Lançador de Microssatélites VLM-1, financiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O contrato foi assinado no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP).

Para o presidente em exercício da AEB, Carlos Gurgel, a potência desses motores aliada a outras tecnologias é fundamental para que o Brasil tenha um veículo lançador de pequenos satélites. "Além dos motores, o país possui o Centro de Alcântara, que permite lançar satélites em qualquer inclinação. Com essa combinação, podemos entrar no mercado promissor de lançamento de satélites de pequeno porte", destacou.

O contrato prevê o fornecimento de oito motores S50 com todos os seus acessórios para testes de engenharia (estrutural e de ruptura) e validação em solo e em voo tanto nos dois veículos VS-50 quanto na primeira versão do VLM-1.

"Os esforços das equipes do IAE que participaram da formalização, construção e análise da proposta foram imensos e devem ser valorizados por todos que confiam no sucesso do Programa Espacial Brasileiro", disse Gurgel, ressaltando a agilidade para assinatura do contrato, firmado 15 meses após o início das discussões, em setembro de 2015.


Nos próximos 26 meses, a empresa contratada deverá industrializar o projeto do motor S50 e produzir seis motores e seus acessórios, que serão acompanhados por técnicos do IAE e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI). Os dois motores restantes serão objeto de termo aditivo ao contrato.





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